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Matérias

Tradição e modernidade por Costanza Pascolato

28/08/2015

  • Reprodução

    Casamento real: espetáculo admirado em todo o mundo

Além de celebrar o sonho ancestral de muitas mulheres, o casamento, no Brasil, se transformou num grande cartão de visitas social para mostrar tudo o que os envolvidos podem
 
   A notícia, as expectativas e as perspectivas em torno de um casamento sempre dão o que falar. Mas, como faz muito tempo que não vivo em família a experiência de organizar uma cerimônia dessas, confesso que não tenho mais intimidade com detalhes, sobre os quais me desatualizei. Daí restringir esse depoimento à percepção – como espectadora ou convidada – do que se transformou esse “evento” que é um sonho ancestral na fantasia da maioria das mulheres, não necessariamente românticas. 
 
   Segundo observo, o casamento, no Brasil, virou um cartão de visitas social para mostrar tudo o que os envolvidos podem. Trata-se de uma grande cerimônia social dentro da igreja, espaço originalmente religioso.
 
   Além disso, o casamento, é sempre bom lembrar, é o contrato que rege toda a burguesia desde o século 18. De lá pra cá – e ainda falando de Brasil –, consta que as pessoas se seduzem e se empenham tanto para viver este breve instante que chegam a se endividar para realizar o “ritual”, sempre perseguindo ideais superlativos: o vestido mais bonito, as flores mais surpreendentes, as pessoas mais lindas, a festa que mais diverte, a musica mais sensacional, a comida mais farta. Tudo tem que ser mais. À parte o endividamento, cujo sentido não consigo entender, é uma “proporção” legítima numa sociedade tão permissiva aos excessos e à realização de sonhos. 
 
   Num casamento real, como o de Kate e William – transformado em espetáculo global e também tão citado e admirado por aqui –, além da tradição em questão, ele serve, ao contrário do que se passa na burguesia, como um meticuloso exercício de marketing para ser popular, por causa dos outros ingredientes que agrega: o príncipe (de verdade!), a noiva que não é nobre (mas é burguesa), e o contexto geral, tudo orquestrado nos mínimos detalhes porque a eficiência britânica é perfeita, sobretudo no marketing que, há séculos, define a imagem da família real. 
 
   Independentemente da engenharia que glamouriza e atualiza a tradição, para as noivas do mundo todo – inclusive as que vivem em climas tropicais –, a imagem do belo vestido da duquesa de Cambridge, com uma citação de elegância e algum recato, já é um contraponto e tanto para tantos tomara que caia que, eu sempre torço, meu Deus!, tomara que não caiam. 
 

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