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Matérias

Entrevista com Nanna Martinez, da WhiteHall

25/08/2016

  • Bruno Stuckert

    A estilista Nanna Martinez

  • Maria Antônia Anicetto

    Nanna e sua irmã, Lívia Colucci

  • Bruno Stuckert

    Com seu pai e grande incentivador

  • Reprodução

    Casamento da socialite Minnie Cushing: um dos preferidos de Nanna

  • Flávia e Murillo Medina

    Carinho, dedicação e cuidado em cada atendimento!

  • Divulgação

    Nanna com mais uma de suas noivas

  • Bruno Stuckert

    Detalhe do bordado feito em seu vestido

  • Bruno Stuckert

    Impossível não se apaixonar pelo decote nas costas. Na foto, a primeira dança com o marido Rafael Parasmo

  • Bruno Stuckert

    Maravilhosa e pronta para o sim com sua própria criação

   “A melhor tradução de você mesma”. Assim a estilista Nanna Martinez define o processo de criação de um vestido de noiva. No comando da WhiteHall, ao lado da sua irmã, Lívia Colucci, essa soteropolitana busca a perfeição em cada uma de suas criações.

   Começou sua trajetória representando com exclusividade no Brasil estilistas internacionais renomados, como Oscar de La Renta e Vera Wang. Mas a delicadeza e requinte de seus vestidos conquistaram espaço no mercado e no coração das brides.

   Nessa entrevista exclusiva para o Yes Wedding ela fala sobre sua história, suas inspirações e o amor pela arte de vestir noivas. Confira!


   Yes Wedding – O que a fez escolher ser estilista e trabalhar com alta costura?

   Nanna Martinez – Cresci rodeada pelas artes, já que minha mãe é artista plástica. Quando pequena sentia a necessidade de ser diferente em relação ao meu estilo e, com o passar dos anos, essa relação de amor pela moda só aumentou. Cursei estilo na faculdade Santa Marcelina e sempre fui bastante rígida comigo mesma, detalhista, perfeccionista. Passava madrugadas trabalhando em projetos, por menor que fossem. Isso porque era minha paixão. Quando a minha irmã e sócia, Lívia Colucci, ficou noiva, os detalhes do vestido de casamento e a importância dessa roupa para a mulher me encantaram. O desafio de entender e traduzir em um vestido os desejos de uma pessoa me enfeitiça e, por isso, me sinto honrada quando elas confiam em mim para realizar esse desejo! Amo trabalhar com alta costura pela quantidade de detalhes, pelo resgate de peças bordadas a mão, pela mistura de sedas e rendas, e pelo quebra-cabeça para construir o vestido que deve traduzir de forma única cada mulher.

   YW – Quem veio antes, a WhiteHall ou a marca Nanna Martinez? Conte-nos como começou.

   NM – A WhiteHall começou com o casamento da minha irmã e sócia. Na época ainda não trabalhávamos com alta costura, mas nós duas já éramos formadas em moda e sentíamos falta de um vestido pronto de alta qualidade. Por esse motivo, viajamos para Nova York, onde a Lívia encontrou seu Vera Wang. Como nosso pai, o empresário Milton Sobrosa, é um empreendedor nato, teve a ideia de trazer isso para o Brasil, mas de maneira ainda melhor. Ou seja, representar estilistas renomados com o atendimento que o brasileiro gosta e deve ter. E assim começamos. Logo depois eu senti a necessidade de criar, já que algumas clientes queriam modificar os vestidos prontos que tínhamos. Com o tempo fui me envolvendo e me apaixonando, até que, em 2013, lancei minha primeira coleção com um desfile maravilhoso no JK Iguatemi. Depois disso a marca foi ganhando força e quando vi já estava 100% envolvida no processo!


   YW – Aliás, a sua multimarca representa grandes nomes como Oscar de La Renta, Monique Lhuiller e Vera Wang e hoje parece que a maioria das noivas que vão até a loja procuram por você. É verdade? Se sim, como se sente com esse prestigio tão rápido?

   NM – Eu me sinto muito feliz e realizada! Acho que isso se dá pelo trabalho e pelo amor que sinto e que deposito em cada modelo criado por mim, seja modelo criado para coleção ou para a cliente sob medida. Me dedico totalmente, pesquiso, gosto de ir atrás de novos materiais e não poupo esforços para que a noiva esteja deslumbrante no dia do sim! E agora, como casei há pouco tempo, acho que elas se identificam comigo, pois sabem que eu passei pelo mesmo processo, então eu posso falar com elas de “noiva para noiva” rs.

   YW – Como definiria a noiva brasileira e como é feita a seleção dos vestidos dos estilistas internacionais representados pela WhiteHall?

   NM – A noiva brasileira em geral é bastante feminina. Ela se preocupa com o vestido eterno, mas quer que tenha um toque contemporâneo. Nós selecionamos os vestidos dos estilistas internacionais a cada desfile. Isso acontece em abril e outubro e sempre viajamos para ver ao vivo cada modelo.

   YW – As brasileiras preferem seguir tendências ou elas são fiéis aos seus sonhos?

   NM – Temos os dois casos, mas eu costumo apresentar possibilidades para elas terem certeza do que fica melhor no corpo. Como temos coleções prontas esse processo fica mais fácil, pois a noiva tem a possibilidade de se ver em diversos tipos de shapes e tecidos e, a partir daí, criarmos um modelo especialmente para ela.

   YW – Teve alguma noiva que você fez e que te marcou de alguma forma diferente? Se sim, quem e por quê?

   NM – Pode parecer clichê, mas juro que cada uma me marca e me acrescenta de forma diferente, aprendo muito com todas elas.

   YW – Existe algum acessório ou peça que você considere indispensável no look bridal?

   NM – O something borrowed ou something old de alguém especial. Sou movida a histórias e amo quando a noiva carrega com ela algum objeto mais significativo.

   YW – O que mais te encanta ao trabalhar com as noivas?

   NM – Eu acredito que o vestido de noiva deve ser a melhor tradução dela mesma, é um processo minucioso de autoconhecimento e me encanta desenvolver esse trabalho quase de psicóloga, onde o meu dever é extrair o que cada mulher tem de mais belo e significativo. Hoje em dia, com o turbilhão de informações que recebemos é difícil pararmos para nos conectar com nós mesmos e acredito que o processo do casamento é quando finalmente nos damos esse direito.

   YW – Qual noiva você considera um ícone e inspiração? Por quê?

   NM – Gosto muito de revisitar o passado e me inspirar em outras décadas principalmente anos 30 e final dos anos 60. Amo, por exemplo, o casamento da socialite americana Minnie Cushing que casou com um Oscar de La Renta, em 1967.

   YW – Falando sobre o seu casamento, o que você fez questão de ter no seu vestido?

   NM – Eu fiz questão de que ele fosse extremamente artesanal, queria construí-lo bem devagar. Acredito que as “coisas” também tem energia e procurei meter a mão na massa e me envolver em cada mínimo detalhe com amor. Quanto à personalidade do vestido, como sei que somos uma mistura de estilos, visei adicionar uma grande dosagem vintage (que sempre fez meu coração bater mais forte) presente na renda de Lyon rebordada em linha e pérolas barrocas, dentro de um conceito jovem e atual que é visível pela trama geométrica trançada com fitas de viés de organza e uma pitada sensual no decote inusitado das costas. Tudo sempre bem conduzido pela palavra de ordem: elegância.

   YW – Foi mais difícil fazer o seu próprio vestido do que os de suas clientes? Por quê?

   NM – Foi mais difícil fazer o meu porque eu tive que entrar em um processo bem introspectivo, sabendo que eu mesma tinha que me traduzir. A responsabilidade era toda minha e isso gera um medinho... Lógico que contava com a ajuda da família WhiteHall, mas evitava ouvir muitas opiniões para não me confundir e fugir de quem eu sou. Mas apesar de todo um estresse emocional, foi maravilhosa a experiência de estar presente com minhas meninas em cada pedacinho do processo. Foi emocionante vivenciar o cuidado e a vibração de cada uma comigo.

   YW – Qual o significado de casamento para você?

   NM – É a melhor forma de evoluir, é aprender que ao lado do outro a gente pode ser muito mais: mais paciente, mais cuidadosa, mais tolerante, mais flexível, mais companheira e muito mais feliz. Por isso que acho tão importante celebrar essa união ao lado das pessoas que mais amamos e vibram por nós.

   YW – Quem é noiva que busca a Nanna Martinez?

   NM – Minhas noivas têm uma essência elegante. No geral, gostam do clássico em um conceito jovem, leve e atual.

   YW – E por último, quais as dicas que você daria para uma noiva que está em busca do vestido e ainda não sabe o que vestir?

   NM – Primeiro ela precisa entender que mulher ela é e que noiva quer ser. Não adianta estar linda em um vestido romântico todo em renda se a noiva for moderna. O vestido tem que ter identidade de quem veste! Acho importante provar diferentes shapes pra ver o que melhor cabe, assim como entender e aceitar o seu corpo. Curtir ao máximo esse processo ao lado das pessoas que ama faz toda a diferença e deixa a noiva mais segura!

   Saiba mais sobre a WhiteHall AQUI.  

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