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Matérias

40 anos de amor

26/01/2009

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Ao comemorar bodas de rubi, Vera rememora com graça e ternura a estrada romântica que percorreu.

Por Vera Matarazzo Suplicy

Quarenta anos de casamento é pura emoção. A gente vive paixão, tesão, amor, amizade, alegria, tristeza, raiva, ciúmes, frustração, desapontamento, e às vezes até se pergunta: "Onde amarrei o meu burro"?. Se alguém que é ou foi casado disser que nunca passou por uma crise, estará mentindo na certa. Mas tendo o amor pelo outro, o casamento sobrevive a todas estas fases. Quer dizer, amor e mais umas coisinhas indispensáveis como educação, respeito e humor.

Educação, dispensa comentários: sem ela a convivência se torna impossível.

O respeito é ainda mais óbvio. Respeito pela individualidade, pelo que dá prazer ao companheiro, saber que por mais que você o ame a ponto de não querer se distanciar por nada, ele não é seu siamês, grudado a você. Ele tem vontades e prazeres diferentes dos seus. Ótimo que se divirta com eles, você com os seus. Os prazeres que os dois compartilham ficam mais divertidos ainda.

Duvido que alguém sem humor consiga ficar casado. Claro que na convivência, muitas vezes "pisamos no tomate" e se não tivéssemos senso de humor para rir da situação, acho que acabaríamos com toda a louça da casa na cabeça do companheiro. Porém, posso dizer que em 40 anos jamais houve louça quebrada e sim muitas risadas. O Roberto brinca o tempo todo. Até hoje ainda caio no que é real e o que é brincadeira, e devo dizer que é uma delícia. Ah, um outro detalhe e regra nossa: nunca dormir sem um beijo carinhoso de boa noite.

Hoje, quando olho para trás, lembro de nós recém casados. Lá fomos nós, apaixonados, dar a volta ao mundo por um mês. Acabamos voltando depois de três meses e meio esquecidos de qualquer problema, e no fim voltamos só com dinheiro para pagar o excesso de bagagem. Só nós dois pelo mundo. Inesquecível e maravilhoso.

Nos anos 70, passamos quase incólumes pela revolução de costumes onde era proibido proibir. Muitas festas, muita alegria, muitos amigos. Adorávamos dançar e saíamos muito. E quando perguntavam "Você é casada"? e a resposta era sim, davam aquele olhar... era completamente démodé ter um parceiro apenas.

Completar 25 anos de casados foi fantástico e emocionate. Demos um festão no sertão da Barra do Una, em um sítio, como traje maiô e canga. Casamos de novo! Com padre, aliança, amigos jogando arroz, tudo que sem tem direito, inclusive o mesmo amor (ou até melhor, pois mais amadurecido). A cerimônia foi embaixo de uma árvore frondosa e o fundo musical, o som do rio. Tendo tido início às 3hr da tarde, dançamos até as 3 hs da manhã. Acabou com os amigos e nós sentados na beira do rio, e o garçom nos servindo à luz de tochas e do luar. Vivemos a emoção gostosa e o extremo prazer de reviver uma festa de casamento.

Filhos são o fruto do amor entre duas pessoas. É tocante olhar para trás e lembrar da emoção dos partos, de termos juntos acompanhado e participado do crescimento de nossas duas filhas, Roberta e Fernanda. Quantas alegrias, sustos, orgulho, aprendizados, e quanta satisfação ao constatar que fizemos um ótimo trabalho. São mulheres lindas, inteligentes, inteiras e corretas. Ótimas companheiras e amigas.

E agora com Roberta e Phil (o nosso genro, ou melhor, o nosso novo filho) o nascimento de nossa primeira neta, Chloe. Assistir o parto, nós dois abraçados, lágrimas nos olhos e muita alegria, não há o que pague cada momento e fase que passamos. Construímos uma estória juntos. E olhando para trás tudo valeu a pena, e como!

Em maio deste ano, em uma data que eu nem lembraria, recebi lindas flores com o seguinte cartão: "Vera, hoje fazemos 40 anos de noivado. Ter você ao meu lado é o que me dá certeza de que a vida tem um propósito, e a cada dia vivido com você descubro que te amo mais que pensava. Com muito amor, Roberto". Com esse cuidado, tem como eu não ser apaixonada até hoje?

*Esse texto foi escrito para o "Primeira pessoa" da VOGUE NOIVA edição 11, em 2008.

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